Debate sobre sucessão empresarial



Na última semana, publiquei a frase acima e perguntei a opinião das pessoas a respeito.

Cerca de 60 pessoas – empresários, executivos, consultores e conselheiros – responderam à minha provocação.


Devo reconhecer que a afirmativa é vaga em dois pontos: quando utiliza os termos "quase" e "em alguns casos". Mas isso também faz parte do debate provocado.


Nesta época de ânimos acirrados por questões políticas e eleitorais, achei melhor não mencionar percentuais e não atribuir tratamento estatístico às respostas.

Dentre os respondentes, 38 arriscaram tomar uma posição - 23 consideram que o fundador é quase insubstituível e 15 discordam desta afirmação. Dentre os que concordam, alguns afirmam não saber se o numero 5 tem conexão com a realidade.

Vamos verificar algumas das opiniões expressadas!


Alguns dos respondentes afirmaram que dificilmente alguém terá a mesma garra, empenho e dedicação do fundador. Por esses e outros motivos, é tão difícil substituí-lo. Há quem afirme que o papel de fundador não é substituível. Alguns alertam que, quando o fundador é centralizador, a sucessão se torna ainda mais complexa.

Para colocar ainda mais lenha no debate, alguns respondentes alertaram que há empresas que só se desenvolvem quando o fundador abre mão de seu poder e se afasta das funções executivas - ou mesmo se afasta da empresa.

Por outro lado, vários respondentes acham que "quando o fundador abre mão da sua mão de ferro em favor de líderes e profissionais da área, a tendência é a expansão da empresa com solidez" e que "para substituir a experiência do fundador, é necessária uma equipe preparada tecnicamente, alinhada com os objetivos da empresa e, principalmente, munida de informações relevantes" e concluem que "é um processo com visão evolutiva e o êxito será garantido quando as transições forem feitas, respeitando o histórico, a cultura e os valores construídos pelo fundador".

Para finalizar, minha opinião pessoal é que ninguém é insubstituível - o senso comum nos mostra isso - mas a perpetuação da empresa passa pela formação de líderes ao longo da jornada empresarial. Gostaria de alertar que formar líderes para a perpetuação é diferente de constituir a média gerência para implantação de projetos – ainda que estratégicos.


O debate não se esgotará e nem é este o propósito. A pretensão é que os atores do meio empresarial reflitam a importância de seu papel na perpetuação das empresas, em especial das empresas familiares.

Agradeço aos amigos que deram sua contribuição! Até a próxima!

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