QUESTÕES REAIS DAS SOCIEDADES EMPRESARIAIS - Episódio 1

Atualizado: 30 de Ago de 2019




Me deparei no último mês com uma situação que vale a pena compartilhar.


Os dirigentes da empresa assumiram certos riscos no mercado financeiro e as coisas não saíram como previsto. Alguns dos dirigentes disseram não concordar com o risco tomado, buscando atribuir as responsabilidades, outros assumiram a posição de que as perdas não são tão significativas, evitando aprofundamento do assunto.

Estava instalado o conflito entre os sócios.


Uma análise mais aprofundada da questão, levará a uma série de questionamentos, como por exemplo:

Se faltaram regras de alçada, bem como limites à atuação dos diretores, de quem é a responsabilidade?

Qual deveria ser o papel dos sócios, representado pelo conselho?

Se será necessário assumir perdas e, além disso, criar condições para que situações similares não se repitam no futuro, a quem cabe tais medidas?

Enfim, qual a importância do conselho nesta situação e em situações similares?


Quando digo que uma das missões da governança é alinhar sócios e dirigentes em relação ao negócio, permitindo que todos enxerguem as mesmas coisas, me refiro também a este tipo de conflito.

A empresa assumiu riscos importantes, a princípio o conselho não sabia e, o pior, pode ter faltado o monitoramento ativo da gestão pelo conselho. Sinais de uma governança ainda imatura.

Trago este exemplo para refletimos juntos que mesmo empresas que já adotaram a governança estão expostas a riscos. Então, é melhor começar logo a prática de governança corporativa, pois tudo é muito dinâmico e é preciso passar pelo processo de amadurecimento da governança.

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