SUA EMPRESA SERÁ TRANSFORMADA ANTES MESMO QUE VOCÊ PERCEBA.



No início deste mês - dias 1º e 2/out/2018, o IBGC promoveu o 19º Congresso Brasileiro de Governança Corporativa com o tema Ecossistema de Governança: Inovação e Legado.


Em um momento de profundas transformações nos negócios e na forma como conduzimos nossas empresas, o 19º congresso proporcionou reflexões para empresários, acionistas, conselheiros, consultores e executivos.


Há seis anos consecutivos participando dos congressos IBGC e, a cada vez, ainda mais encantado com os desafios e enormes oportunidades de evolução de nossas empresas, venho aqui, compartilhar com você algumas das reflexões sobre o evento de 2018.

São apenas alguns insights ocorridos no congresso. Caso queira aprofundar algum tema, me avise - sidney@severini.com.br.


* O papel dos líderes

Com todo o risco que as inovações tecnológicas representam, mais uma vez, o comportamento dos líderes fará toda a diferença. Mas será necessário ter disposição para entrar no processo de transformação e lidar com o desconforto.

Agregar pessoas com diferentes experiências e diferentes visões de negócios, certamente contribuirá para a construção do futuro e a reinvenção das empresas.

Porém, é preciso uma introspecção no sentido de “quanto eu quero/estou disposto a me transformar”.

Os especialistas afirmam que, a transformação deve ser feita com as pessoas que se tem, ouvindo o lado de dentro das empresas. Assim, caberá aos diretores liderar o grupo para a nova realidade.


* Um passado de sucesso e um futuro incerto

Uma reflexão recorrente nos congressos IBGC é que o legado, a história, os bons resultados e as conquistas do passado podem alavancar ou inibir a inovação. Muitas das vezes, a cultura da empresa inibe a inovação.

Como as novidades da era digital destroem mercados inteiros e reinventam setores, ter a noção de crise permanente é essencial para a transformação de sua empresa.

E, neste sentido, é necessário estar disposto a errar.


* Cada um de nós e todos nós

A empresa não pode delegar a seus membros a prática de “se virar” para alcançar algo novo, vencer um desafio ou solucionar um problema. A transformação exige comprometimento e participação da alta direção. Se corremos o risco de errar, é preciso que estejamos juntos.

Uma das recomendações dos especialistas, em especial para as empresas em fase inicial da governança, é que o conselho consultivo faça o papel de convergência das visões: se há divergência entre os líderes, é preciso reverter este quadro e construir uma visão sinérgica de futuro.


* Não sabemos qual a próxima inovação e como ela impactará nosso negócio

Cada um de nós precisa preparar sua maleta para o futuro. Nesta maleta cabem, apenas, seus conhecimentos, sua competência, seus valores, seus relacionamentos e espaço livre para o aprendizado.

Pré-conceitos e resultados passados não serão úteis no futuro.


*O fator humano e a diversidade como fonte de inovação

O líder deve estar aberto para o que é diferente daquilo que ele pensa.

A geração de conhecimento deve ser descentralizada – os líderes devem articular os diferentes indivíduos e suas qualidades, ao invés de “fazer acontecer”. Neste contexto, é necessário ampliar o diálogo para grupos que pensam diferente.

O fomento a este ambiente levará à criação de confiança mútua através da convivência entre as pessoas e, com isso, correr risco para construir o futuro será trabalho em equipe.


* Reflexão adicional para as empresas familiares

Para as empresas familiares há um desafio adicional: filhos e netos tem ótimo ensino formal e podem colaborar para o futuro da empresa, mas estão desconectados da família – em muitos casos, a própria família os isolou dos negócios. Assim, eles olham mais para o mundo do que para a empresa e para a família.

Em alguns casos, é um desperdício não ter estes talentos por perto.


Enfim, se as inovações representam riscos e podem transformar setores inteiros, as empresas mais maduras estão usando 70% do tempo de seus líderes para construir o futuro, pensando em estratégia e inovação; o restante é usado para monitorar os resultados atuais.

E aí, como você, líder empresarial, distribui sua dedicação?


Para finalizar, a preocupação da Governança com as inovações é tão presente que o IBGC está promovendo visitas a importantes polos de inovação no Brasil e no Mundo. Em 2018, dois grupos de conselheiros participaram de uma jornada ao Vale do Silício nos EUA; ainda este mês, haverá visita ao polo tecnológico de Recife e em 2019 será a vez de Israel – o segundo mais importante polo de inovação do planeta.

Há cerca de dois meses, participei do lançamento do livro “Criativos, Inovadores e Vencedores”, do qual sou co-autor.

Em nosso próximo post, falaremos destas iniciativas.


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